Serra do Mel

A história da Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, representa um dos projetos de colonização e reforma agrária mais singulares e organizados do Brasil, concebido na década de 1970 sob a gestão do governo de Cortez Pereira. Diferente de outros assentamentos espontâneos, o município foi desenhado com um planejamento urbanístico rigoroso e simétrico, composto por uma Vila Central administrativa e vinte e duas vilas rurais distribuídas ao redor, cada uma batizada com o nome de um estado brasileiro. Esse modelo foi estruturado para transformar uma área de solo arenoso e baixa densidade demográfica em um polo produtivo focado na cajucultura, onde cada colono recebia uma parcela de terra com a missão de cultivar cajueiros, criando uma base econômica sólida e padronizada para toda a região.

Nossa Contribuição

Nesse cenário, a cooperativa surgiu como o pilar fundamental para viabilizar a sobrevivência e a prosperidade dos produtores locais, funcionando como o coração pulsante que integra as vilas rurais ao mercado consumidor. Desde o início, a organização cooperativista foi essencial para superar o isolamento dos colonos, permitindo que o beneficiamento e a comercialização da castanha de caju fossem realizados de forma coletiva e profissional. Ao centralizar a produção, a cooperativa eliminou a dependência excessiva de atravessadores e garantiu que o valor agregado do produto permanecesse na própria Serra do Mel, financiando a infraestrutura das unidades de processamento e oferecendo o suporte técnico necessário para o manejo das plantações.